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Grupo de estudos – 17/04

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Essa semana, nosso grupo de estudos se reuniu para discutir sobre algumas contribuições da filósofa Katiúscia Ribeiro, a partir de três vídeos do programa, apresentado por ela, “O Futuro é Ancestral”. Assim, pensamos sobre Epistemologia, Filosofia Africana e O Poder dos Mitos, compreendendo que a perspectiva afrocentrada está comprometida com paradigmas que coloquem a população negra no centro do discurso e se nutre através da sabedoria dos mais velhos, passada pela oralidade. 

Ao pensar sobre epistemologia, Katiúscia ressalta o conceito de Epistemicídio, criado por Sueli Carneiro, caracterizado como uma prática de exclusão e deslegitimação do conhecimento não-ocidental. É interessante perceber os movimentos de resistência que foram desenvolvidos na contramão do silenciamento imposto à população negra, como o samba, os terreiros, os quilombos, o funk, os slam e tantas outras práticas de fortalecimento do coletivo a partir da reafirmação de saberes. 

Em Kemet, temos a origem do que o Ocidente se apropriou ao longo da história: Arquitetura, arte, música, agricultura, navegação, números e etc. Foi em território africano que práticas e instrumentos usados cotidianamente por nós foram criados, mas a quem interessa reconhecer as potências gestadas e resgatar a origem desses conhecimentos? É através da Filosofia Africana que a professora Katiúscia desenvolve o seu trabalho e afirma que a história do povo africano começa com a partilha de saberes, passados através da ancestralidade, uma maneira de se reconhecer e de reconhecer o outro. 

Nesse sentido, buscamos entender o sentido do mundo e da realidade através dos mitos. Os mitos sempre existiram, em algumas crenças podemos vê-los nas parábolas e nos provérbios, entretanto podemos notar facilmente uma diferença entre ambos.

E qual é a diferença? Os mitos e as parábolas não possuem a mesma finalidade de nos conduzir à reflexão? 

Tendo em vista as estratégias de colonização, podemos perceber ao longo da história, o quanto os mitos africanos e originários são marginalizados na sociedade, exemplo disso é a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em sala de aula, ainda estar sendo descumprida em muitos espaços de formação. 

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