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Bolsistas na XLV JICTAC – Hellen Freitas

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Essa semana nossas bolsistas estiveram no Fórum de Ciência e Cultural da UFRJ para a apresentação de seus trabalhos de iniciação científica na XLV JICTAC (Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural). Foram duas apresentações muito bem avaliadas e recebidas por todos que assistiram. Ao longo dessa semana vamos ver por aqui um pouco mais sobre os trabalhos, começamos hoje com o trabalho de Hellen Freitas.

Hellen é estudante de psicologia e integra o time de bolsistas do nosso laboratório desde o início de 2023, suas áreas de estudo são psicologia social, psicossociologia e dinâmicas de relações sociais na contemporaneidade. Seu trabalho entitulado ‘“Eu não sou mulher?”: Análise sobre as problemáticas da construção identitária de mulheres negras lésbicas” busca compreender as dimensões da invisibilidade de mulheres lésbicas negras analisando as problemáticas da construção identitária desse grupo, de forma a abarcar também a discussão sobre performance de gênero como um mecanismo de controle e opressão.

A partir da obra de Audre Lorde (1984), Hellen aprofunda o tema ao tratar as sobre a interseccionalidade entre grupos minoritários e afirmar que para sujeitas interseccionais, como no caso de mulheres negras lésbicas, a opressão ocorre de forma simultânea.  Além disso, usa conceitos como heterocentrismo, imagens de controle e epistemicídio como fundamentação teórica. Para fomentar a discussão da pesquisa, Hellen analisa o instagram de influencers lésbicas negras, entre elas estão @Maternidadesapatao, @pretacaminhao e @abastosentendida. 

Por isso, compreendendo a importância dos determinantes sociais da saúde como as dimensões políticas, culturais e subjetivas de cada indivíduo, a pesquisa se mostra relevante para o campo da Psicologia ao fornecer a compreensão de atravessamentos do bem-estar social e psicológico de mulheres lésbicas negras, uma vez que tal conhecimento é essencial para o desenvolvimento de intervenções eficazes que promovam a saúde dessa comunidade.

Gostou da pesquisa? Deixa aqui nos comentários o que achou. No próximo post, vamos falar sobre o trabalho da Millena Salles. 

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