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LIDDICA – AmarElo: É tudo pra ontem!

A liddica para esta semana é o projeto “AmarElo”, idealizado por um dos artistas mais expoentes da música contemporânea brasileira, o cantor Emicida.

Emicida é um dos mais renomados rappers brasileiros e apresenta em um de seus trabalhos mais recentes uma poderosa celebração da negritude, valorizando as filosofias ancestrais e resgatando uma potente reflexão sobre a matriz da cultura brasileira ter sido constituída principalmente através da cultura africana.

A obra completa conta com duas peças artísticas independentes, mas que complementam de forma enriquecedora uma a outra. Um álbum musical de 11 faixas e um documentário de quase 1 hora e 30 minutos.

Lançado em 2019, o álbum “AmarElo” é o cargo chefe do projeto e reúne em quase uma hora de reprodução faixas profundas que ecoam a importância de enaltecer a cultura e as pessoas afro-brasileiras. Trazendo letras poderosas que exaltam a negritude e dialogam com as filosofias africanas e vivências pessoais, Emicida se posiciona como um contador de histórias, mesclando ritmos brasileiros com o hip hop e trazendo à tona questões de identidade, luta e resiliência da comunidade negra.

Por sua vez, o documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem” — dirigido por Fred Ouro Preto — foi ao ar apenas em dezembro do ano seguinte, em 2020. Disponível na Netflix, o filme mergulha na essência do álbum e amplifica as suas mensagens.

Com imagens dos bastidores dos shows, entrevistas e performances emocionantes em pleno Teatro Municipal de São Paulo completamente lotado por pessoas diversas, o filme oferece um olhar íntimo sobre a produção do álbum — que ocorreu durante a pandemia do coronavírus — e sua conexão com a história e a cultura negra brasileira. Durante o longa, Emicida enfatiza a importância da coletividade de pessoas negras para resistirem e criarem juntos oportunidades potentes dentro e fora do contexto musical.

AmarElo é mais do que um projeto artístico; é uma ode à resistência, à autoafirmação e à celebração da cultura negra. Emicida nos convida a refletir sobre a importância de reconhecer e valorizar a nossa ancestralidade, de nos orgulharmos da nossa história e de lutar por um futuro mais justo e igualitário para todos.

Você já assistiu? Deixe suas impressões nos comentários! 💛

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BOLSISTAS DA XLV JICTAC – Millena Salles

Ainda prestigiando a participação das nossas bolsistas de iniciação científica na XLV JICTAC (Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural), hoje falaremos sobre o trabalho de Millena Salles — que foi apresentado na última terça-feira (09) no Fórum de Ciência e Cultural da UFRJ.

Millena é estudante de Publicidade & Propaganda e integra o time de bolsistas do nosso laboratório desde o final de 2023, onde tem como principal foco de estudo a comunicação aplicada às culturas urbanas e as relações sociais que a atravessam. Sua pesquisa, intitulada “Racismo como performance de fãs: análise sobre os obstáculos da mulher negra na indústria musical” busca compreender a densidade do racismo estrutural na sociedade brasileira através de práticas racistas provenientes de fãs nas redes sociais e seu impacto nas carreiras profissionais de artistas negras, revelando também questões subjacentes ao tema, como o pacto da branquitude e a manutenção da hegemonia branca na mídia.

A partir da obra de Sueli Carneiro (2023) e de Adilson Moreira (2019), Millena investiga criticamente os desdobramentos de uma desavença surgida entre as cantoras Anitta e Ludmilla em 2019 — desentendimento este que se estendeu aos admiradores de ambas e gerou todo o material analisado pela nossa bolsista: os ataques racistas dos fãs de Anitta à Ludmilla na internet.

Aprofundando o tema ao tratar sobre a interseccionalidade entre raça e gênero e apontar controvérsias no movimento feminista, Millena salienta as contradições dos próprios fãs de Anitta ao defenderem a sororidade e o empoderamento entre as mulheres ao mesmo tempo que rivalizam as duas cantoras e praticam discriminação racial com Ludmilla. A análise da graduanda se fundamenta em revelar os padrões da branquitude implicitamente presentes nos discursos dos chamados “Anitters” (fãs da cantora Anitta) e em evidenciar que tal atividade impulsiona a opressão sofrida por sujeitas interseccionais, exemplificadas pela cantora Ludmilla.

Assim, compreendendo a relevância de escancarar as dimensões de desigualdade e invisibilidade que as mulheres negras sofrem na indústria musical e além, a pesquisa se mostra significativa para o campo da Comunicação ao contribuir para o entendimento de que a mídia — como aparato que intermedia as relações sociais — precisa se responsabilizar e colaborar para o enfraquecimento de discursos racistas no ciberespaço, promovendo uma fiscalização mais eficaz das autoridades no mundo virtual e contribuindo para a construção de um ambiente político, cultural e social mais respeitoso para todos.

Gostou da pesquisa? Deixa aqui nos comentários o que achou!

Vale a pena destacar que as pesquisas estão na fase final de desenvolvimento e serão publicadas em breve. Fique de olho em nossas próximas postagens! 👀💜

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LIDDICA – A MULHER REI

A liddica para este início de semana é uma produção audiovisual imperdível: o filme “A Mulher Rei”.

O longa estrelado por Viola Davis conta a história de uma guerreira africana que se torna a líder de seu povo. Baseado em eventos reais, o filme se passa no Reino do Daomé (que hoje é o Benin), na África Ocidental, durante o século 18. 

O enredo gira em torno da personagem principal, uma mulher chamada Nanã Yaa Asantewaa (Viola Davis) que lidera sua nação contra a ocupação colonial francesa. Ela é uma figura histórica importante, conhecida por sua coragem e liderança durante a guerra contra os colonizadores europeus.

O filme destaca não apenas a luta contra a colonização, mas também a riqueza cultural e a força das mulheres africanas. Viola Davis interpreta o papel de Nanã de forma poderosa e emocionante, trazendo à vida essa figura histórica marcante.

“A Mulher Rei” foi um filme bastante aclamado pela crítica cinematográfica, sendo elogiado por sua narrativa envolvente, pela atuação de Viola Davis e pelo seu propósito de destacar uma parte importante e muitas vezes esquecida da história africana: a resistência negra contra a opressão colonial e o papel fundamental das mulheres negras durante todos os conflitos enfrentados.

“A Mulher Rei” é um filme inspirador que celebra a negritude, a história africana e a representatividade negra no cinema. Você já assistiu? 

Deixe aqui o seu comentário sobre suas impressões sobre o filme! 🍿 🎥

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LIDDICA: 5 LIVROS PARA ENTENDER E  REFLETIR SOBRE O COLORISMO 

Neste primeiro semestre de 2024, as discussões quinzenais do LIDD serão embasadas por um tema principal: o Colorismo.

Para entender mais sobre assunto, leia até o final e confira a #liddica imperdível desta semana! 

Antes de tudo, saiba que o colorismo é um tipo de discriminação baseada nas tonalidades da pele, geralmente dentro da mesma comunidade racial ou étnica. Ele envolve a preferência por tons de pele mais claros em detrimento de tons mais escuros, o que pode resultar em alguns tratamentos diferenciados, preconceitos e desigualdades com base na cor da pele de uma pessoa ou grupo.

O principal efeito deste tipo de racismo se fundamenta na percepção do grupo dominante sobre o grupo dominado e também na percepção dos indivíduos racializados acerca deles mesmos. É importante salientar que o colorismo se constrói atravessando o contexto histórico colonialista responsável pela miscigenação brasileira e também por suas consequências sociais, políticas e econômicas que ainda hoje desfavorecem as pessoas não-brancas a terem oportunidades de ascensão em todas as esferas.

Entretanto, também precisamos pontuar que o colorismo segue a mesma lógica da interseccionalidade; e que, por conta disso, nenhuma experiência é igual em relação à racialidade e às opressões. Precisamos considerar os diversos contextos que envolvem gênero, classe, sexualidade, territorialidade e outros fatores.

Agora que você já sabe um pouquinho sobre o Colorismo, segue a lista dos 5 livros que irão te ajudar a aprender e se aprofundar sobre o tema:

  • A Cor Púrpura – Alice Walker;
  • Pele Negra, Máscaras Brancas – Frantz Fanon;
  • Tornar-se Negro – Neusa Santos Souza;
  • Colorismo – Alexandra Devulsky;
  • Quando Me Descobri Negra – Bianca Santana.

Gostou destas indicações? Acompanhe nossas dicas e saberes aqui no site e fique por dentro desse e de outros assuntos através das nossas redes sociais!📚 

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LIDDICA: AFROHIT – IZA

“Uma jornada que se molda pouco a pouco na forma de mulher, em busca de aprender sobre o amor na sua própria mitologia.” É assim que a própria cantora Iza descreve o projeto mais recente de sua carreira, o álbum AFROHIT.

Lançado em 03 de agosto de 2023, AFROHIT traz durante 12 faixas as diversas facetas de Iza enquanto artista e mulher negra. Trata-se de sua trajetória em busca de se descobrir e se reconhecer em si mesma, em meio às suas próprias vivências e superações.

Somando mais de 40 minutos de música da melhor qualidade, os ritmos com influência da cultura urbana africana se alternam com o R&B já onipresente na carreira da artista, dando profundidade às letras que ressoam diversos sentimentos experienciados por Iza durante os últimos anos — principalmente após o seu processo de divórcio e a chegada de um novo relacionamento.

A própria cantora já declarou algumas vezes que AFROHIT é um álbum onde ela explora suas referências dentro e fora da música e se reconecta com o sua força interior, sua ancestralidade e a negritude, oferecendo um conceito onde vários aspectos percebidos em sua vida pessoal se transformam em arte e moldam quem ela é e quer ser. 

Parcerias com MC Carol, L7NNON e Djonga, outros grandes nomes da música brasileira, não deixam dúvidas da potência que Iza é dentro e fora dos palcos. Então, já põe AFROHIT no repeat e depois conta aqui qual das canções é a sua favorita! 🎧💜🎶

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LIDDICA – 5 LIVROS PARA LER NESTE FIM DE ANO

2023 passou depressa e, neste final de ano, nada melhor do que colocar as leituras em dia ou iniciar leituras novas, não é mesmo? Pensando nisso, a liddica de hoje é especialmente para você!

Com base no conteúdo do LIDD, temos indicações de livros para todas as idades. Veja a seguir:

  • A terra dá, a terra quer. – Nêgo Bispo
  • Claros e Escuros – Muniz Sodré
  • Lugar de Fala – Djamila Ribeiro
  • Pacto da Branquitude – Cida Bento
  • O pequeno príncipe preto – Rodrigo França

Além desses sucessos literários, nossa liddica se estende ao nosso acervo, disponível aqui mesmo no nosso site. Nele você encontrará vários artigos, leituras feitas durante o ano e também os saberes do LIDD, textos escritos pelos nossos bolsistas.

Gostou dessa liddica? Comente aqui qual livro você irá ler primeiro e compartilhe outras sugestões!