Categorias
Sem categoria

#TBT: Qualificação de Doutorado – Rosane Romão

Quinta é dia de #tbt e hoje nós resolvemos relembrar um momento importantíssimo para o nosso grupo: a qualificação de doutorado de Rosane Romão, uma querida componente aqui do LIDD.

A tese de Rosane, intitulada “ROMÃO: trajetória, memória e militância negra na comunicação “, realizada no PPGCOM/UFF em 2023, investiga a importância e a trajetória de João Marcos Aurore Romão, que foi um professor, jornalista, sociólogo, ashoka fellow, militante do movimento negro, ativista dos direitos humanos e, não menos importante, seu irmão.

A pesquisa analisa a luta coletiva de Romão no movimento negro, onde é possível destacar suas estratégias inovadoras ao utilizar mídias sociais e digitais, grupos de e-mails, blogs, páginas de internet e programas de rádio para combater as tentativas de silenciamento das lutas contra o racismo. Sua atuação incluiu, também, iniciativas como o S.O.S Racismo, do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras; a embaixada do Quilombo Brasil em Hamburgo, Alemanha; e veículos de comunicação digital como o Blog Mamapress, a Rede de Rádio/TV Mamaterra, S.O.S Racismo Brasil e QuiGeral Rádio TV.

Ao resgatar a produção coletiva de João Marcos Romão como objeto de estudo, Rosane busca, através de sua tese, demonstrar a visão de Romão sobre a comunicação como um espaço vital para o ativismo negro e, além disso, registrar as epistemes que ele desenvolveu e seu impacto na luta contra o racismo e pela defesa dos direitos humanos.

Esta pesquisa (ainda em desenvolvimento) se mostra importante por destacar o alcance e a imortalidade da luta de João Marcos Romão. Sua contribuição no movimento negro e seu ativismo social é responsável por, ainda hoje, amplificar as vozes silenciadas e combater os epistemicídios da comunidade negra e de grupos marginalizados transnacionalmente, afirmando a relevância histórica e contemporânea de sua militância, que segue caminhando vividamente através de sua grande admiradora: sua irmã, Rosane Romão.

Categorias
Sem categoria

LIDDICA – O Caminho dos Gigantes

Em comemoração ao Dia da Biodiversidade, nossa LIDDICA é o curta-metragem O Caminho dos Gigantes! 🌍💚

O filme conta a história de Oquirá, uma menina indígena de seis anos, que desafia o seu destino e tenta entender o ciclo da vida. Junto com Oquirá aprendemos com ensinamentos da terra e refletimos sobre a nossa ancestralidade. 

O curta é um convite para a reflexão sobre a nossa relação com a natureza. ✨💜

O curta brasileiro tem a duração de 12 minutos, foi produzido por Alois Di Leo e está disponível nos links abaixo:

🎬 YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=xVDsaAFIBeg

 🎬  Vimeo: https://vimeo.com/302154312

Assista e se inspire com a história de Oquirá e sua comunidade. 

Categorias
Sem categoria

INTERCOM – REGIONAL NORDESTE

Na semana passada, entre os dias 08 e 10, ocorreu o INTERCOM Regional Nordeste na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A professora Fernanda Carrera, líder do nosso laboratório, esteve na mesa de abertura “Os impactos da IA e das tecnologias algorítmicas na comunicação”. 

Em sua fala, Fernanda levou reflexões sobre os caminhos teórico-metodológicos interseccionais para a pesquisa em IA e tecnologias algorítmicas contemporâneas, apresentando um olhar sobre a problemática algorítmica em plataformas digitais a partir da sua racialização: antes de sugerir a emergência de erros e vieses, há a percepção de que os processos algorítmicos que condicionam majoritariamente a vida cotidiana atual seguem a lógica da branquitude. Nesse sentido, a fala versou, inclusive, sobre a lacuna da nomeação que solidifica o problema dos algoritmos contemporâneos, isto é, a incapacidade de se identificar os beneficiados rotineiramente (tanto no plano macro como na dimensão micro da vida cotidiana) pelo funcionamento das tecnologias, tornando-os escondidos sob o véu da neutralidade branca. Dentro dessa perspectiva, Fernanda argumenta que os algoritmos são uma ramificação da atitude branca, uma vez que a “a branquitude se expande, se espalha, se ramifica” (BENTO, 2002, p. 47), tornando embranquecido qualquer objeto no qual repousa seu toque.

A lógica da branquitude algorítmica também se arvora pela sua dupla neutralidade: tanto porque é branco, tanto porque é tecnologia. A concepção de neutralidade tecnológica, ou seja, de que os artifícios construídos são exatos, objetivos e independentes dos entornos culturais, é associada a mais uma camada de neutralidade, que é a sua racialização, a branquitude. Nessa direção, Fernanda aponta que toda e qualquer tecnologia que emerge de contextos racializados, sobretudo quando não operam por sua demarcação racial e em prol de iniciativas deliberadas por justiça social, provavelmente reproduzirão os enlaces coerentes a suas estruturas sociais, culturais e subjetivas.

Nossa professora fez uma excelente contribuição para a mesa ao lado de Manu Freitas (UFPE) e Paulo Faltay (UFPE), destacando a importância deste encontro para a região Nordeste, que contou com a participação de mais de 1300 congressistas. 

Categorias
Sem categoria

#TBT: Defesa de Mestrado – Catharinna Marques

Quinta é dia de #tbt e hoje nós resolvemos relembrar um momento importantíssimo para o nosso grupo: a defesa de mestrado de Catharinna Marques, uma querida componente aqui do LIDD.

A defesa de mestrado de Catharinna,intitulada “ENTRE CONTRADIÇÕES, DISPUTAS E CONEXÕES: Branquitude e ativismo digital”, realizada no PPGCOM/UFF em 2024, investigou a construção de um caráter da branquitude antirracista no ambiente digital. A pesquisa analisou as repercussões de posicionamentos de pessoas brancas públicas brasileiras no Instagram, durante as ações ocorridas em 2 de junho de 2020, marcadas pela hashtag #BlackOutTuesday.

A abordagem qualitativa foi utilizada para compreender as dinâmicas online, incluindo a construção de identidades e subjetividades, além de investigar a comoção pública por episódios de racismo e práticas digitais antirracistas. Os resultados obtidos mostraram, ainda, que a branquitude não se autodenomina como detentora de uma identidade racial.

A dissertação de Catharinna busca estimular o debate sobre o antirracismo digital, destacando a importância de reconhecer a branquitude como uma identidade racial dotada de valores simbólicos de poder, e a pesquisa é especialmente relevante por abordar este tema complexo e ainda pouco explorado na academia.

Sendo assim, a dissertação da mestre contribui para uma compreensão mais aprofundada das estruturas de poder e privilégio que permeiam nossa sociedade, abrindo caminho para novas formas de pensar e agir no combate ao racismo.

Categorias
Sem categoria

MULHERISMO AFRICANA

“Até que os leões inventem suas próprias histórias, os caçadores sempre serão os heróis das narrativas de caça”.
Provérbio Bantu

O pensamento Mulherista Africana adota uma abordagem afrocêntrica pensada para resgatar o conceito de matriarcalidade do povo preto. Por matriarcalidade entende-se uma crença ancestral africana que posiciona a mulher como o centro vital e organizacional da comunidade. Enquanto para o ocidente a mulher tem por função gerir e procriar, no continente africano a sua função é gerar a potência da comunidade. Assim, as mulheristas pensam o lugar da mulher no mundo a partir de sua própria agência, destacando a capacidade dos povos em diáspora de recontar, reconstruir e criar suas próprias identidades culturais, políticas e sociais. 

Segundo a professora Ana Nzeri, o século XXI é o século de acirramento de tensões identitárias e nesse sentido, faz-se necessário a organização coletiva: “ Se somos segregados como povo, temos que reagir enquanto povo”. Ao contrapôr o feminismo e sua visão binária ocidental, insuficiente para abarcar perspectivas da população negra, o Mulherismo Africana afirma a importância de racializar as violências enfrentadas pelas mulheres e de incluir os homens negros na luta. Por isso, mais que antirracista, o Mulherismo se propõe a ser antigenocida. 

Katiúscia Ribeiro e Ana Nzeri são importantes nomes para pensarmos sobre o mulherismo africana no Brasil, reverenciando os caminhos abertos por Cleonora Hudson e Nah Doves, precursoras do pensamento mulherista. Elas difundiram essa proposta emancipadora através de palestras, debates e formações. Abaixo você pode conferir alguns vídeos: 

UMA AULA SOBRE FILOSOFIA AFRICANA E MULHERISMO | PAPO DEPRETAS

Mulherismo Africana : Katúscia Ribeiro e Aza Njeri – Programa Ciência & Letras

A partir dos ensinamentos de nossas contemporâneas, compreendemos que o mulherismo africana trata-se de uma proposta de emancipação da população negra, a partir da luta, dos ensinamentos e da sabedoria das mulheres. 

E aí, você já conhecia o mulherismo? Conta pra gente aqui nos comentários 🙂

Categorias
Sem categoria

Defesas do Lidd: Mestrado – Flávia Fontes

Quinta é dia de #tbt e hoje nós resolvemos relembrar um momento importantíssimo para o nosso grupo: a defesa de mestrado da Flávia Fontes, uma querida componente aqui do Lidd.

A defesa de mestrado de Flávia Fontes, intitulada “PASSADO, PRESENTE, AFROFUTURO: Novas narrativas imagéticas através do canal Trace Brasil”, realizada no PPGCOM/UFF em 2023, investigou a produção de novas narrativas imagéticas sobre a população negra. O estudo teve como foco as produções midiáticas de não-ficção, com destaque para a plataforma Trace Brasil, buscando destacar discursos imagéticos sem recorte de dor e violência, promovendo uma representação mais positiva e afirmativa da negritude. A pesquisa adotou o Afrofuturismo como referencial teórico, identificando que essas novas narrativas têm o potencial de recriar imaginários e viabilizar a construção de futuros possíveis para a população negra, além de desafiar os padrões convencionais de poder e referência.

Em algumas declarações, Flávia relatou que o processo de escrita desta tese foi bastante desafiador e que não foi sobre força, resistência ou superação, mas sobre acolhimentos, movimentos e afetos.

A inovação de seu artigo promove a construção do futuro como um lugar mais inclusivo, acolhedor e afetuoso para a população negra, e e como a própria mestre diz: o futuro é a encruzilhada do agora!