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LIDD Convida Katiúscia Ribeiro

Na última segunda-feira (29), foi com imensa alegria que recebemos a professora e filósofa Katiúscia Ribeiro para o nosso evento “LIDD Convida”. 🌟

Durante uma valiosa aula sobre a Filosofia Africana, exploramos seu profundo enraizamento na oralitude e sua expressão tão presente no território brasileiro, mesmo diante dos deslocamentos que buscaram nos desconectar do solo africano. Refletimos sobre temas como ancestralidade, saberes ancestrais e a importância da espiritualidade e do corpo na construção e produção de sentidos. Katiúscia também falou sobre a relação dos sentidos do corpo negro em diáspora com as religiões neopentecostais e sobre a filosofia do Mulherismo Africana. 🌍📚

Contamos com a presença de 65 pessoas no nosso encontro, entre elas estavam integrantes dos grupos CORAGEM, grupo de pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero, da UFMG; LIMBO – Laboratório de Imagem e Estéticas Comunicacionais, da UFCA; OLHOS NEGROS – Visibilidades e alteridades na fotografia negra contemporânea brasileira, da UFRN; e o NEGRECS – Núcleo de Estudos de Gênero e Relações Étnico-raciais na Educação Audiovisual em Ciências e Saúde, da UFRJ.

Em breve, compartilharemos o encontro na íntegra para que todos possam se inspirar e aprender conosco. Agradecemos imensamente à Professora Katiúscia pela sua contribuição e a todos que participaram desse encontro enriquecedor! 

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É HOJE! – LIDD CONVIDA

Hoje é um dia muito especial para o LIDD, vamos realizar o “LIDD convida” deste ano com a participação da Filósofa Katiúscia Ribeiro.

Na última reunião, discutimos um pouco sobre alguns ensinamentos da Katiúscia, caso queira conhecer um pouco mais sobre os trabalhos dela antes da reunião, vale a pena conferir nosso post aqui no site.

Foram 87 pessoas inscritas para o nosso encontro, todes já receberam o link da reunião no email. 

Esperamos você lá, às 18h. <3

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LIDDICA – AmarElo: É tudo pra ontem!

A liddica para esta semana é o projeto “AmarElo”, idealizado por um dos artistas mais expoentes da música contemporânea brasileira, o cantor Emicida.

Emicida é um dos mais renomados rappers brasileiros e apresenta em um de seus trabalhos mais recentes uma poderosa celebração da negritude, valorizando as filosofias ancestrais e resgatando uma potente reflexão sobre a matriz da cultura brasileira ter sido constituída principalmente através da cultura africana.

A obra completa conta com duas peças artísticas independentes, mas que complementam de forma enriquecedora uma a outra. Um álbum musical de 11 faixas e um documentário de quase 1 hora e 30 minutos.

Lançado em 2019, o álbum “AmarElo” é o cargo chefe do projeto e reúne em quase uma hora de reprodução faixas profundas que ecoam a importância de enaltecer a cultura e as pessoas afro-brasileiras. Trazendo letras poderosas que exaltam a negritude e dialogam com as filosofias africanas e vivências pessoais, Emicida se posiciona como um contador de histórias, mesclando ritmos brasileiros com o hip hop e trazendo à tona questões de identidade, luta e resiliência da comunidade negra.

Por sua vez, o documentário “AmarElo – É Tudo Pra Ontem” — dirigido por Fred Ouro Preto — foi ao ar apenas em dezembro do ano seguinte, em 2020. Disponível na Netflix, o filme mergulha na essência do álbum e amplifica as suas mensagens.

Com imagens dos bastidores dos shows, entrevistas e performances emocionantes em pleno Teatro Municipal de São Paulo completamente lotado por pessoas diversas, o filme oferece um olhar íntimo sobre a produção do álbum — que ocorreu durante a pandemia do coronavírus — e sua conexão com a história e a cultura negra brasileira. Durante o longa, Emicida enfatiza a importância da coletividade de pessoas negras para resistirem e criarem juntos oportunidades potentes dentro e fora do contexto musical.

AmarElo é mais do que um projeto artístico; é uma ode à resistência, à autoafirmação e à celebração da cultura negra. Emicida nos convida a refletir sobre a importância de reconhecer e valorizar a nossa ancestralidade, de nos orgulharmos da nossa história e de lutar por um futuro mais justo e igualitário para todos.

Você já assistiu? Deixe suas impressões nos comentários! 💛

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Grupo de estudos – 17/04

Essa semana, nosso grupo de estudos se reuniu para discutir sobre algumas contribuições da filósofa Katiúscia Ribeiro, a partir de três vídeos do programa, apresentado por ela, “O Futuro é Ancestral”. Assim, pensamos sobre Epistemologia, Filosofia Africana e O Poder dos Mitos, compreendendo que a perspectiva afrocentrada está comprometida com paradigmas que coloquem a população negra no centro do discurso e se nutre através da sabedoria dos mais velhos, passada pela oralidade. 

Ao pensar sobre epistemologia, Katiúscia ressalta o conceito de Epistemicídio, criado por Sueli Carneiro, caracterizado como uma prática de exclusão e deslegitimação do conhecimento não-ocidental. É interessante perceber os movimentos de resistência que foram desenvolvidos na contramão do silenciamento imposto à população negra, como o samba, os terreiros, os quilombos, o funk, os slam e tantas outras práticas de fortalecimento do coletivo a partir da reafirmação de saberes. 

Em Kemet, temos a origem do que o Ocidente se apropriou ao longo da história: Arquitetura, arte, música, agricultura, navegação, números e etc. Foi em território africano que práticas e instrumentos usados cotidianamente por nós foram criados, mas a quem interessa reconhecer as potências gestadas e resgatar a origem desses conhecimentos? É através da Filosofia Africana que a professora Katiúscia desenvolve o seu trabalho e afirma que a história do povo africano começa com a partilha de saberes, passados através da ancestralidade, uma maneira de se reconhecer e de reconhecer o outro. 

Nesse sentido, buscamos entender o sentido do mundo e da realidade através dos mitos. Os mitos sempre existiram, em algumas crenças podemos vê-los nas parábolas e nos provérbios, entretanto podemos notar facilmente uma diferença entre ambos.

E qual é a diferença? Os mitos e as parábolas não possuem a mesma finalidade de nos conduzir à reflexão? 

Tendo em vista as estratégias de colonização, podemos perceber ao longo da história, o quanto os mitos africanos e originários são marginalizados na sociedade, exemplo disso é a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira em sala de aula, ainda estar sendo descumprida em muitos espaços de formação. 

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BOLSISTAS DA XLV JICTAC – Millena Salles

Ainda prestigiando a participação das nossas bolsistas de iniciação científica na XLV JICTAC (Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural), hoje falaremos sobre o trabalho de Millena Salles — que foi apresentado na última terça-feira (09) no Fórum de Ciência e Cultural da UFRJ.

Millena é estudante de Publicidade & Propaganda e integra o time de bolsistas do nosso laboratório desde o final de 2023, onde tem como principal foco de estudo a comunicação aplicada às culturas urbanas e as relações sociais que a atravessam. Sua pesquisa, intitulada “Racismo como performance de fãs: análise sobre os obstáculos da mulher negra na indústria musical” busca compreender a densidade do racismo estrutural na sociedade brasileira através de práticas racistas provenientes de fãs nas redes sociais e seu impacto nas carreiras profissionais de artistas negras, revelando também questões subjacentes ao tema, como o pacto da branquitude e a manutenção da hegemonia branca na mídia.

A partir da obra de Sueli Carneiro (2023) e de Adilson Moreira (2019), Millena investiga criticamente os desdobramentos de uma desavença surgida entre as cantoras Anitta e Ludmilla em 2019 — desentendimento este que se estendeu aos admiradores de ambas e gerou todo o material analisado pela nossa bolsista: os ataques racistas dos fãs de Anitta à Ludmilla na internet.

Aprofundando o tema ao tratar sobre a interseccionalidade entre raça e gênero e apontar controvérsias no movimento feminista, Millena salienta as contradições dos próprios fãs de Anitta ao defenderem a sororidade e o empoderamento entre as mulheres ao mesmo tempo que rivalizam as duas cantoras e praticam discriminação racial com Ludmilla. A análise da graduanda se fundamenta em revelar os padrões da branquitude implicitamente presentes nos discursos dos chamados “Anitters” (fãs da cantora Anitta) e em evidenciar que tal atividade impulsiona a opressão sofrida por sujeitas interseccionais, exemplificadas pela cantora Ludmilla.

Assim, compreendendo a relevância de escancarar as dimensões de desigualdade e invisibilidade que as mulheres negras sofrem na indústria musical e além, a pesquisa se mostra significativa para o campo da Comunicação ao contribuir para o entendimento de que a mídia — como aparato que intermedia as relações sociais — precisa se responsabilizar e colaborar para o enfraquecimento de discursos racistas no ciberespaço, promovendo uma fiscalização mais eficaz das autoridades no mundo virtual e contribuindo para a construção de um ambiente político, cultural e social mais respeitoso para todos.

Gostou da pesquisa? Deixa aqui nos comentários o que achou!

Vale a pena destacar que as pesquisas estão na fase final de desenvolvimento e serão publicadas em breve. Fique de olho em nossas próximas postagens! 👀💜

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Bolsistas na XLV JICTAC – Hellen Freitas

Essa semana nossas bolsistas estiveram no Fórum de Ciência e Cultural da UFRJ para a apresentação de seus trabalhos de iniciação científica na XLV JICTAC (Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e Cultural). Foram duas apresentações muito bem avaliadas e recebidas por todos que assistiram. Ao longo dessa semana vamos ver por aqui um pouco mais sobre os trabalhos, começamos hoje com o trabalho de Hellen Freitas.

Hellen é estudante de psicologia e integra o time de bolsistas do nosso laboratório desde o início de 2023, suas áreas de estudo são psicologia social, psicossociologia e dinâmicas de relações sociais na contemporaneidade. Seu trabalho entitulado ‘“Eu não sou mulher?”: Análise sobre as problemáticas da construção identitária de mulheres negras lésbicas” busca compreender as dimensões da invisibilidade de mulheres lésbicas negras analisando as problemáticas da construção identitária desse grupo, de forma a abarcar também a discussão sobre performance de gênero como um mecanismo de controle e opressão.

A partir da obra de Audre Lorde (1984), Hellen aprofunda o tema ao tratar as sobre a interseccionalidade entre grupos minoritários e afirmar que para sujeitas interseccionais, como no caso de mulheres negras lésbicas, a opressão ocorre de forma simultânea.  Além disso, usa conceitos como heterocentrismo, imagens de controle e epistemicídio como fundamentação teórica. Para fomentar a discussão da pesquisa, Hellen analisa o instagram de influencers lésbicas negras, entre elas estão @Maternidadesapatao, @pretacaminhao e @abastosentendida. 

Por isso, compreendendo a importância dos determinantes sociais da saúde como as dimensões políticas, culturais e subjetivas de cada indivíduo, a pesquisa se mostra relevante para o campo da Psicologia ao fornecer a compreensão de atravessamentos do bem-estar social e psicológico de mulheres lésbicas negras, uma vez que tal conhecimento é essencial para o desenvolvimento de intervenções eficazes que promovam a saúde dessa comunidade.

Gostou da pesquisa? Deixa aqui nos comentários o que achou. No próximo post, vamos falar sobre o trabalho da Millena Salles.