Categorias
Sem categoria

3 MULHERES PARA VOCÊ CONHECER E SE INSPIRAR

Depois de um longo período de férias, estamos retomando as atividades do laboratório. Semana que vem iniciamos o grupo de estudos do Laboratório e nesse período vamos estudar sobre Colorismo. Em breve vamos ter um pouco mais sobre esse tema por aqui também.

 Hoje, ainda celebrando o mês das mulheres, refletimos sobre a importância das mulheres nas mais diversas áreas de atuação, por isso trouxemos algumas mulheres incríveis para você conhecer e se inspirar:

Bárbara Carine 

Bárbara Carine é mãe, mulher negra cis, nordestina, professora, escritora, empresária, formada em Química e em Filosofia pela UFBA, mestre e doutora em Ensino de Química pela (UFBA/UEFS). Com 11 livros publicados, suas obras são contribuições importantes para a educação antirracista do País. Entre eles, as mais recentes publicações: Como ser um educador antirracista: Para familiares e professores” e “Querido estudante negro”.

Buscando construir um espaço seguro para crianças e jovens em geral, focando na potencialização das múltiplas existências a partir da educação afrorreferenciada, Bárbara Carine fundou a Escola Maria Felipa, primeira escola afro-brasileira do país. Uma escola diferente, que educa para a inclusão, para a riqueza que é a diversidade, com uma educação libertadora, sobretudo as crianças negras e indígenas tão atravessadas pelas opressões estruturais reproduzidas nos espaços escolares. Para mais sobre a Escola, acesse o site: https://escolamariafelipa.com.br/ 

Confira a palestra A escola dos sonhos existe onde Bárbara fala sobre a criação da escola Maria Felipa como um lugar de afeto e a importância do empoderamento de crianças.

A escola dos sonhos existe! | Barbara Carine | TEDxSalvador

Katiúscia Ribeiro

Criada numa comunidade quilombola no Rio Grande do Sul, Katiúscia é professora, mestra e doutora em Filosofia Africana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Referência no tema, ela é coordenadora Geral do Laboratório Geru Maã de Africologia e Estudos Ameríndios da mesma universidade (UFRJ) e professora de Filosofia do Direito na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Apresentadora do programa “O futuro é Ancestral“ no Canal GNT e CEO do Ajeum Filosófico, escola ancestral, pioneira em cursos sobre filosofias africanas.

Atualmente, é Professora Pesquisadora Convidada da Universidade de Temple, na Filadélfia; no Departamento de Africologia e Estudos Afro-Americanos – o primeiro e mais importante departamento de Africologia do mundo. 

Confira a palestra (RE)ancestralizar as vozes através das filosofias africanas onde Katiúscia fala sobre a ancestralidade como um caminho para repensar outros modelos sociais.

 (RE)ancestralizar as vozes através das filosofias africanas | Katiúscia Ribeiro | TEDxUnisinos

Yasmin Thayná 

Cria de Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, Yasmin Thayná é cineasta. Diretora e roteirista da série “Amar é para os fortes”, disponível no Globo Play. Foi premiada pelo curta “Kbela” com o prêmio de Melhor Curta da Diáspora Africana na Academia Africana de Cinema.

Kbela é um olhar sensível sobre a experiência do racismo vivido cotidianamente por mulheres negras. A descoberta de uma força ancestral que emerge de seus cabelos crespos transcendendo o embranquecimento. Um exercício subjetivo de autorepresentação e empoderamento.

 Para assistir o curta, acesse o link: KBELA – O Filme 

Agora nós também queremos saber de você, quais são as mulheres que te inspiram? Conta pra gente!

 

Categorias
Sem categoria

Chamada de publicação para o dossiê Deslocamentos epistêmicos em Comunicação: saberes em (des)construção para a Revista Eco-Pós (Qualis A3)

Está aberta a chamada de trabalhos para o dossiê Deslocamentos epistêmicos em Comunicação: saberes em (des)construção para a Revista Eco-Pós (Qualis A3).

O dossiê reunirá trabalhos que discutem deslocamentos epistêmicos advindos também de deslocamentos espaciais e políticos na Comunicação. Busca-se trazer visibilidade ao pensamento periférico, negro, indígena e LGBTQIAP+ para a construção de outros saberes e novos pressupostos, sobretudo a partir de perspectivas críticas e do tensionamento dos modos legitimados de produção de conhecimento. O dossiê, então, tem o objetivo de apresentar grupo de estudos e pesquisadores que propõem o debate aprofundado sobre diversidade de metodologias, conceitos e premissas epistemológicas, apresentando, assim, outros caminhos para a produção científica no campo comunicacional e oferecendo, sobretudo, desvios e transgressões necessárias para o alcance de resultados diferenciados e contracoloniais. Ao conhecer a produção de conhecimento a partir de outra ordem, discutiremos as possibilidades de transformação das cosmopercepções em torno do saber científico.

Prazo de submissão: até 15 de julho de 2024
Estimativa de publicação: v. 27, n. 3, dezembro de 2024
Editoras: Fernanda Carrera (ECO/UFRJ), Ana Lúcia Nunes (NUTES/UFRJ) e Elane Abreu (IISCA/UFCA)
Mais informações: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/announcement/view/334

Categorias
Sem categoria

Curso “Racismo, Branquitude e afrofabulações”

Nos dias 16, 23 e 30 de novembro houve o curso “Racismo, branquitude e afrofabulações”. Nesta edição, contamos com a participação das professoras Ana Carla Ferreira, Alice Andrade e Renata Nascimento. O curso foi ofertado pelo LIDD, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ e o Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFF. Nesse curso foram ministradas três aulas sobre temas relacionados à racialidade, como: filosofias africanas; a relação entre racismo e meritocracia; e a importância do aquilombamento na construção do antirracismo.

A aula sobre racismo brasileiro e meritocracia foi ministrada pela professora Renata Nascimento. A professora apresentou a trajetória da população negra no período entre a abolição da escravização e a reforma urbana apontando para a ausência de garantia de direitos que resultou na marginalização da população e inúmeros estigmas ligados ao corpo negro. A partir disso, ela apontou que a meritocracia se trata de um instrumento das relações raciais cuja função é disciplinar os sujeitos a um determinado padrão. Padrão que protege o privilégio branco, entendido por Cida Bento como uma estrutura de facilidades que os brancos possuem. Assim, Renata fez um paralelo entre Meritocracia, valores e racismo.

Na aula “Aquilombamento para pensar a comunicação antirracista” a professora Alice Andrade fez uma introdução ao conceito de aquilombamento a partir da definição de quilombo de Edison Carneiro, que retrata esse espaço como um acontecimento singular na vida nacional que aponta a reafirmação dos valores da cultura africana. Assim, Alice mostra que o aquilombamento é capaz de produzir vida, movimento e acolhimento, e se revela também como uma forma de comunicação. Nesse sentido, o quilombo nos direciona para uma ideia de comunicação antirracista, seguindo princípios de partilha, solidariedade e unidade.

Na aula sobre Filosofia Africana, a professora Ana Carla apresentou o tema para entendermos o motivo de conhecer, estudar e a relação com a Lei 10.639/2003. Traçou paralelos com as semelhanças ao se pensar nos povos originários a partir do apagamento e silenciamento de memórias. Ressaltou também as peculiaridades brasileiras e nosso distanciamento em saber da história dos povos que construíram nosso país. Longe de um viés comparativo com as filosofias do Ocidente, Ana Carla apontou as pluralidades das Filosofias e mostrou que as Africanas não têm pretensão de dar conta do universal, elas possuem outro referencial, uma vez que partem da vivência e da oralidade.

Foi uma feliz confluência o encontro dos três minicursos dados, um diálogo entre ambos. Ao se pensar em Filosofias Africanas no Brasil, é possível compreender algumas mecanismos do racismo e da meritocracia e assim, pensar nas perspectivas do aquilombamento para se fazer uma comunicação antirracista.

Categorias
Sem categoria

LIDDICA – 5 LIVROS PARA LER NESTE FIM DE ANO

2023 passou depressa e, neste final de ano, nada melhor do que colocar as leituras em dia ou iniciar leituras novas, não é mesmo? Pensando nisso, a liddica de hoje é especialmente para você!

Com base no conteúdo do LIDD, temos indicações de livros para todas as idades. Veja a seguir:

  • A terra dá, a terra quer. – Nêgo Bispo
  • Claros e Escuros – Muniz Sodré
  • Lugar de Fala – Djamila Ribeiro
  • Pacto da Branquitude – Cida Bento
  • O pequeno príncipe preto – Rodrigo França

Além desses sucessos literários, nossa liddica se estende ao nosso acervo, disponível aqui mesmo no nosso site. Nele você encontrará vários artigos, leituras feitas durante o ano e também os saberes do LIDD, textos escritos pelos nossos bolsistas.

Gostou dessa liddica? Comente aqui qual livro você irá ler primeiro e compartilhe outras sugestões!

Categorias
Sem categoria

Celebrando o Dia Nacional do Samba

O dia 2 de dezembro marca uma celebração especial no Brasil: o Dia Nacional do Samba. Uma homenagem a um dos gêneros musicais mais emblemáticos do país, que transcende fronteiras e ressoa na alma do povo brasileiro. Nascido das raízes africanas e enraizado na diversidade cultural do Brasil, é mais do que apenas um gênero musical. Ele é uma expressão vibrante da identidade nacional, carregando consigo energia, movimento e paixão. Com suas batidas contagiantes e letras profundas, o samba é uma manifestação artística que ultrapassa barreiras sociais e geográficas. Desde a sua fundação, já passou por diversas transformações, incorporando influências regionais e urbanas. Da roda de samba nas vielas às grandes produções nos palcos, o gênero evoluiu, mantendo sempre sua capacidade de contar histórias do povo.

O samba tem a capacidade de conscientizar, como em Identidade de Jorge Aragão: “Se o preto de alma branca pra você/ É o exemplo da dignidade/ Não nos ajuda, só nos faz sofrer /Nem resgata nossa identidade”. 

Tem também a força do empoderamento nas canções interpretadas por Alcione, que traduzem paixão, sedução e muita independência. A loba que inspira tantas e tantas mulheres. E quem não conhece a faixa amarela de Zeca Pagodinho? O samba que inspirou os amantes a declararem seu amor na entrada da favela. Percorrendo as composições, como não falar da Madrinha Beth Carvalho? O seu amor pelo samba nos ensinou que suas andanças jamais terminarão. 

E não nos restam dúvidas de que o samba nos abraça, como abraçou a Dorival Caymmi, Cartola, Dona Ivone Lara, Almir Guineto, Pixinguinha, João Nogueira, Jovelina Pérola Negra e tantos outros bambas, inesquecíveis. 

Em todo o país, o Dia Nacional do Samba é realizado com entusiasmo. Desfiles, apresentações musicais, rodas de samba e eventos culturais reúnem pessoas de todas as idades para celebrar esse dia. Mais do que uma data no calendário, é uma celebração da identidade brasileira. É um lembrete da capacidade única do samba de unir pessoas, contar histórias e expressar as alegrias e desafios do povo brasileiro. Ao mesmo tempo em que celebramos essa rica herança, também reconhecemos a importância de preservar e promover o samba, garantindo que continue a ressoar como uma das vozes mais autênticas e vibrantes do Brasil.

Viva o Samba! 

Viva o povo brasileiro!

Categorias
Sem categoria

LIDDICA – 4 ARTISTAS NEGRAS QUE REVOLUCIONARAM O SAMBA

No dia 2 de dezembro deste ano o samba comemora os seus 107 anos (oficiais). O gênero musical brasileiro mais famoso do mundo é fruto da negritude, que tanto resistiu para que em 1916 o ritmo fosse legitimado como música e deixasse de ser constantemente perseguido pela sociedade tradicional brasileira — vulgo a branquitude burguesa do início do século XX.

Nascido nos encontros de afro-brasileiros nos morros do Rio de Janeiro, o samba reunia muita música, dança, culinária e rituais religiosos de influência africana, destacando-se não só como um ritmo musical, mas como um ato político, também — já que, naquela época, os negros não tinham nem mesmo a possibilidade de ocupar espaços para a manifestação da sua própria cultura.

Atualmente, o samba é considerado patrimônio cultural imaterial do Brasil, sendo famoso principalmente por meio dos desfiles das escolas de samba e das rodas de samba que hoje em dia acontecem por todo país. Mas, para que hoje possamos falar de um samba que é reconhecido e prestigiado, antes precisamos lembrar que muito disso se deve a participação de mulheres negras para que toda essa notoriedade fosse possível.

Elza Soares, Alcione, Dona Ivone Lara e Leci Brandão são alguns dos nomes de artistas mais importantes do Brasil. Todas mulheres. Todas negras. Todas cantoras de samba. Para além das dificuldades e do racismo que certamente sofreram no decurso de suas vidas, as três artistas ainda foram atravessadas pelo machismo em suas carreiras e, no caso de Leci, a lesbicofobia também tentou derrubá-la.

Mesmo assim, elas não desistiram. Tampouco calaram suas vozes tão potentes; e o tempo nos mostrou que a coragem delas — que estavam à frente de suas épocas — veio para ficar. Especialmente a da Elza, que já se foi, mas que se mantém presente através do impacto incessante de suas músicas.

Portanto, celebrar o samba é mais do que não deixar com que ele morra, como pede Alcione em uma de suas canções mais famosas. Celebrar o samba é, também, enxergar que as mulheres negras — muitas vezes invisibilizadas — merecem todo o reconhecimento e enaltecimento por terem contribuído com a história do samba. Viva ao samba! Viva à elas!

Fica aí a nossa liddica da semana. Conta pra gente o que você achou! ♡